Etc etc e tal
N�o deve significar muita coisa meu nome, signo, estado civilis, o que fa�o, o que tenho. Mas este ser� especificamente um blog sobre minha vida, com ou sem lirismo. Gosto de intensidade, de rir alto, falo alto, abra�o muito. Arte. Cheiro de gasolina, terra molhada. Prefiro o dia, o campo, mostarda, por favor. C�lica. Roupas estampadas de flores. Andar descal�a. Vontade de morar pelo Sul, de ter um s�tio para plantar, colher e ver a flor se abrir. Preocupo-me com a consci�ncia mundial e por gostar de batata-frita e outras bobagens. Sens�vel. Viciada em cole��o de pap�is espalhados por muitas caixas e gavetas.


Odeio
tudo tanto quanto...
Amo

Lendo
Sobre Antonin Artaud, Carlos Drummond (a insone arquitetura, Carlos Viana). Lendo Quando Nietzsche chorou (Irvin Yalom), Todos os dias (Osho), A Caverna (Saramago), muita xerox e muito dicion�rio Aur�lio.

Ouvindo
Chico, Paulinho Moska, Otto.

Contato
geovanacnunes@hotmail.com

Vest�gios
Est�pida Mente
Medo de mim
Galera Master
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Nos por enquantos da vida - N�o busco chegar a um ponto, mas nem por isso estou perdida. Tenho umas cole��es de boas lembran�as, de livros que li, de musicas que n�o me afetam, de sonhos que eventualmente me d�o chutes na canela e me fazem sorrir com a cordialidade de "Ah, voc�s est�o ai". Na cole��o de borboletas que tive, todas voaram. E assim vou-me deleitando nos vest�gios dos sentidos. Conforme o caos e a magia.


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15/04/2004 14:28
Um sonho. Eu fazendo besteira gostosa e meu irmão brigando "Geovana, você passa sempre dos limites", depois de um tempo eu respondia "Não, eu vivo nos limites". Nesse momentos tocou o celular, um desenho de um bolo piscando na tela. 6:45. Nasci? E me senso ritualisco dizia, nasceu. Puta Merda. Seja o que não seja, 18 anos, e vice-versa! Pensar na vida é como viajar num carro com a cabeça do lado de fora. E lá me vejo em momentos tão opostos, tão meus, dores, sonhos, sons, passado. O vento me conta que ele é como o tempo e ele também me esbofeteia a cara. Sorrio, me surpreendo, nos alto e baixos, emoções correm pelo corpo, e, às vezes, essa estrada é puro tédio ou delírio, onde dará essa estrada? O que me fez estar com todos que estive, o que me fez dizer e viver, pensar, agir dessa ou tal maneira? A vida eterna que vivo todos os dias. As correntes que tendo quebrar a cada instante que exito, caio num abismo, por uma falsa demonstração de consideração, de fazer da vida uma novela onde há tempo para tudo. Mas não há. Eu luto por vida própria. E numa conversa na beirada da cama, numa madrugada de sonos, no sufoco das lágrimas, numa voz baixa ao telefone, numa história que se viu ou se ouviu, eu me assumo e me desmancho. Como se capturasse a mim mesma na caça de um fantasma, e num golpe de descoberta destruísse o que me tornei em silêncios e fotografias, na fuga dos dois. Mas há sim um roteiro da minha improvisação, da minha imperfeição. Já fui atriz, já fui menina, mulher, perdida, certa do que queria, mudar mundos, escrever um livro, tomar um banho de areia ou sorvete na chuva. Tenho filme preferido, mas não tenho livro, tenho amigos e saudade, ausência. Principalmente, ausência. Queria fazer um balanço nesse dia quinze de minha vida; Ah... Santa Isabel, penso nos pezinhos nº31 que caminham para suas salas de 3a série, infância, criatividade, biscoitos wafer, danode, confiança, insetos catados nos jardins, brincar no meio da rua a noite. Penso em ti mais pelos amigos que encontrei em ti e acredito, nos encontraremos toda essa vida, penso até que deveríamos ter mais tempo para nos desvendar. Amigos que depois surgiram com certas mudanças acrescentadas, mudar é bom, os móveis de lugar. Viagens, malas, adeuses. Uma família maravilhosa que tenho, gosto de sentir o tamanho do coração das pessoas, e eu sinto o deles. São telas estáticas, mas belas. É, está bom, acho que não tenho mais o que dizer. Esse blog foi importante para mim, pelo que vivi no decorrer de sua existência. Ele é um pedaço de mim e um pedaço grande e recheado com cereja em cima. Cheio de ansiedade. Uma vez me disseram, Giove, você fala demais. E realmente eu concordei. Giove, você fala coisas que não precisam ser ditas, dá voltas e voltas no vazio. Então, o que tenho a dizer (rs) é: mergulhe. Eu sou uma pessoa que morre afogada em tudo que fala. Vou sair agora, sem dinheiro, mas vou. Tem velas para serem apagadas e estou realmente sem muito saco para escrever. Esse é o fim do blog, como se fosse o fim de um livro, fim de um percurso. A última dose, o último gole.


O novo blog já está a desenhado, só preciso antes descobrir seu nome, alugar seu endereço. Motivos múltiplos. O blig de gratuito não tem nada.
enviada por Estúpida






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