Etc etc e tal
N�o deve significar muita coisa meu nome, signo, estado civilis, o que fa�o, o que tenho. Mas este ser� especificamente um blog sobre minha vida, com ou sem lirismo. Gosto de intensidade, de rir alto, falo alto, abra�o muito. Arte. Cheiro de gasolina, terra molhada. Prefiro o dia, o campo, mostarda, por favor. C�lica. Roupas estampadas de flores. Andar descal�a. Vontade de morar pelo Sul, de ter um s�tio para plantar, colher e ver a flor se abrir. Preocupo-me com a consci�ncia mundial e por gostar de batata-frita e outras bobagens. Sens�vel. Viciada em cole��o de pap�is espalhados por muitas caixas e gavetas.


Odeio
tudo tanto quanto...
Amo

Lendo
Sobre Antonin Artaud, Carlos Drummond (a insone arquitetura, Carlos Viana). Lendo Quando Nietzsche chorou (Irvin Yalom), Todos os dias (Osho), A Caverna (Saramago), muita xerox e muito dicion�rio Aur�lio.

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Nos por enquantos da vida - N�o busco chegar a um ponto, mas nem por isso estou perdida. Tenho umas cole��es de boas lembran�as, de livros que li, de musicas que n�o me afetam, de sonhos que eventualmente me d�o chutes na canela e me fazem sorrir com a cordialidade de "Ah, voc�s est�o ai". Na cole��o de borboletas que tive, todas voaram. E assim vou-me deleitando nos vest�gios dos sentidos. Conforme o caos e a magia.


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06/04/2004 17:45

Hilda Hilst
"Sinto-me livre para fracassar"

Ah, os poemas de amor. O poema que diz ter ela elaborado em vão todos os seus sonhos. A elaboração do nada, da dor. Os olhos infinitos que não pedem adjetivos. Os cabelos em desalinho. Os retratos nas paredes, todos os retratos, todas as paredes, olham para ela. Hilda Hilst sorri um sorriso branco. Um imensosorriso branco. Como se não fosse um sorriso. Como se fosse o espelho das coisas que construiu. Todas as palavras, os desejos de sua intimidade. Todos seus acenos possíveis. Todos os acenos que se perderam. A vida que se perdeu. A voz que pára. Os olhos que observam as sombras. E essa poesia inatingível. Esse corpo ausente. O gesto que sumiu. As palavras mortas no canto da boca. Este escritório de livros antigos e distantes. A literatura de um país sem poesia. É inútil continuar falando. Hilda Hilst sorri. Um gole de vinho do Porto. Guarda as frases, todas as frases. As mãos tremem rumos ausentes. Os vidros molhados das janelas correm fios brilhantes na réstia de sol. Os braços são longos. Mas não se abraçam mais. Ela rodopia em sua dança. Quer estar feliz, porque cumpriu o que tinha por missão. É a sensação que dói e abre a ferida de que tudo foi em vão. Toda obra universal de Hilda Hilst tem pedaços dela marcados em páginas de absoluta beleza, da poesia como um vaso de porcelana que se põe à janela à espera da tarde. Unioversal, Hilda Hilst não tem mundo para habitar, senão o desassossego, a inquietação, esse oceano noturno que sempre bate à janela, visita inesperada. Vivesse Hilda Hilst num país civilizado, a história seria diferente.

"Os poetas são seres irreais, absurdos. Filhos da Quimera, da Ilusão. Não há nada mais exdrúxulo sobre a Terra do que o Poeta."
enviada por Estúpida






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