Etc etc e tal
N�o deve significar muita coisa meu nome, signo, estado civilis, o que fa�o, o que tenho. Mas este ser� especificamente um blog sobre minha vida, com ou sem lirismo. Gosto de intensidade, de rir alto, falo alto, abra�o muito. Arte. Cheiro de gasolina, terra molhada. Prefiro o dia, o campo, mostarda, por favor. C�lica. Roupas estampadas de flores. Andar descal�a. Vontade de morar pelo Sul, de ter um s�tio para plantar, colher e ver a flor se abrir. Preocupo-me com a consci�ncia mundial e por gostar de batata-frita e outras bobagens. Sens�vel. Viciada em cole��o de pap�is espalhados por muitas caixas e gavetas.


Odeio
tudo tanto quanto...
Amo

Lendo
Sobre Antonin Artaud, Carlos Drummond (a insone arquitetura, Carlos Viana). Lendo Quando Nietzsche chorou (Irvin Yalom), Todos os dias (Osho), A Caverna (Saramago), muita xerox e muito dicion�rio Aur�lio.

Ouvindo
Chico, Paulinho Moska, Otto.

Contato
geovanacnunes@hotmail.com

Vest�gios
Est�pida Mente
Medo de mim
Galera Master
FotoLog


Nos por enquantos da vida - N�o busco chegar a um ponto, mas nem por isso estou perdida. Tenho umas cole��es de boas lembran�as, de livros que li, de musicas que n�o me afetam, de sonhos que eventualmente me d�o chutes na canela e me fazem sorrir com a cordialidade de "Ah, voc�s est�o ai". Na cole��o de borboletas que tive, todas voaram. E assim vou-me deleitando nos vest�gios dos sentidos. Conforme o caos e a magia.


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25/04/2004 19:52
MANIFESTO SUPERFICIALMA
& Um refúgio

Filha de uma geração cansada do fanatismo, do aceitar porque é o que é mais coerente para quem ama sua tranqüila vida de subordinado, do fazer porque assim vem sendo feito, anos após anos, recebemos de herança nosso caixão, do desejar porque está na moda, do amar por sede do outro e não se si mesmo, do estar pelos outros, sem profundeza, sem conhecer A beleza do mundo não está no que nos é mostrado. Nossa curiosidade não se sacia com outdoors e com revistas de (des)informação. Sentimos estranhamento a tudo que está a vista, de presente, para que nos sintamos satisfeitos, pura ilusão essa satisfação. Somos insaciáveis! Insaciáveis porque nossa primeira fonte de conhecimentos somos nós mesmos. Um grande homem de negócio é derrubado por uma derrocada do coração. O homem mais bem casado, não se sente livre para pensar e testar seus limites. A segurança e o conforto criaram na humanidade o medo de se perder. O homem é um ser medroso que só raciocina para se proteger. Desaprendeu-se a destruir a própria vida e a negar o que não lhe faz feliz. Crença de que vida deve ser uno. Decerto, nascem milhares de aberrações que são banidas diariamente da sociedade, porque tiveram uma coragem auto-destrutiva. Mas o homem, com medo de si mesmo, deu a outro homem o poder de controlá-lo. Assim, lutar pela igualdade é inútil. Luta pela liberdade é vã, pois a liberdade que muitos encontram produz apenas a solidão. Então, por onde caminhar? A beleza e o funcionalismo dessa sociedade aos pouco se apaga e nem a lógica, nem o tempo, nem as promessas de recompensa no final do percurso não desperta mais nenhuma magia. Contudo, ainda cremos no que existe de mais supremo, o que nos foi negado desde o nascimento em nome do bem-comum - para uma minoria. Vagamos sem loucura, sem conceitos, sem defeitos, sem verdades, sem ser-nos, nem beirar algo. Apenas sabemos que não estamos onde queremos, mas NÃO É EM QUALQUER LUGAR.

enviada por Estúpida



15/04/2004 14:28
Um sonho. Eu fazendo besteira gostosa e meu irmão brigando "Geovana, você passa sempre dos limites", depois de um tempo eu respondia "Não, eu vivo nos limites". Nesse momentos tocou o celular, um desenho de um bolo piscando na tela. 6:45. Nasci? E me senso ritualisco dizia, nasceu. Puta Merda. Seja o que não seja, 18 anos, e vice-versa! Pensar na vida é como viajar num carro com a cabeça do lado de fora. E lá me vejo em momentos tão opostos, tão meus, dores, sonhos, sons, passado. O vento me conta que ele é como o tempo e ele também me esbofeteia a cara. Sorrio, me surpreendo, nos alto e baixos, emoções correm pelo corpo, e, às vezes, essa estrada é puro tédio ou delírio, onde dará essa estrada? O que me fez estar com todos que estive, o que me fez dizer e viver, pensar, agir dessa ou tal maneira? A vida eterna que vivo todos os dias. As correntes que tendo quebrar a cada instante que exito, caio num abismo, por uma falsa demonstração de consideração, de fazer da vida uma novela onde há tempo para tudo. Mas não há. Eu luto por vida própria. E numa conversa na beirada da cama, numa madrugada de sonos, no sufoco das lágrimas, numa voz baixa ao telefone, numa história que se viu ou se ouviu, eu me assumo e me desmancho. Como se capturasse a mim mesma na caça de um fantasma, e num golpe de descoberta destruísse o que me tornei em silêncios e fotografias, na fuga dos dois. Mas há sim um roteiro da minha improvisação, da minha imperfeição. Já fui atriz, já fui menina, mulher, perdida, certa do que queria, mudar mundos, escrever um livro, tomar um banho de areia ou sorvete na chuva. Tenho filme preferido, mas não tenho livro, tenho amigos e saudade, ausência. Principalmente, ausência. Queria fazer um balanço nesse dia quinze de minha vida; Ah... Santa Isabel, penso nos pezinhos nº31 que caminham para suas salas de 3a série, infância, criatividade, biscoitos wafer, danode, confiança, insetos catados nos jardins, brincar no meio da rua a noite. Penso em ti mais pelos amigos que encontrei em ti e acredito, nos encontraremos toda essa vida, penso até que deveríamos ter mais tempo para nos desvendar. Amigos que depois surgiram com certas mudanças acrescentadas, mudar é bom, os móveis de lugar. Viagens, malas, adeuses. Uma família maravilhosa que tenho, gosto de sentir o tamanho do coração das pessoas, e eu sinto o deles. São telas estáticas, mas belas. É, está bom, acho que não tenho mais o que dizer. Esse blog foi importante para mim, pelo que vivi no decorrer de sua existência. Ele é um pedaço de mim e um pedaço grande e recheado com cereja em cima. Cheio de ansiedade. Uma vez me disseram, Giove, você fala demais. E realmente eu concordei. Giove, você fala coisas que não precisam ser ditas, dá voltas e voltas no vazio. Então, o que tenho a dizer (rs) é: mergulhe. Eu sou uma pessoa que morre afogada em tudo que fala. Vou sair agora, sem dinheiro, mas vou. Tem velas para serem apagadas e estou realmente sem muito saco para escrever. Esse é o fim do blog, como se fosse o fim de um livro, fim de um percurso. A última dose, o último gole.


O novo blog já está a desenhado, só preciso antes descobrir seu nome, alugar seu endereço. Motivos múltiplos. O blig de gratuito não tem nada.
enviada por Estúpida



15/04/2004 07:05
Segredos...

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E desses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos
Este é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres, nós não estamos

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir

enviada por Estúpida



13/04/2004 18:19
A beleza que conhecemos é da rosa arranchada e depois murcha

Muito do que é belo nos aprisiona,
hipnotiza, anestesia, nos cega.

Passamos a vida inteira buscando o que é belo, nobre, virtuoso. Se olharmos ao redor, tout est magnifique. Então, passamos a vida inteira atrás de desvendar essa beleza das coisas, mas enquanto a procuramos e na sede por encontrá-la, deixamos nossa visão se ofuscar por tudo que insiste em se anunciar como certo, bom, único.

Sentimentos, ideais, pessoas, lugares são belos, mas no mundo a beleza não é como uma obra-plástica, ela muda, sinta-a. Ela existirá na tragédia e na comédia. Somos capazes de encontrá-la numa vida miserável e por um segundo numa vida luxuosa. O amor pode ser nobre, como também escravo, a ira, sublime... um único momento em que definimos o que é e não é. Achar isso é o maior engano, mais uma vez deixamo-nos envolver pelo veneno dessa magia.

Enquanto alguns brindam e bebem do lixo.
enviada por Estúpida



12/04/2004 12:07
FM MI MI
Radinho de Pilha

Ela deu o ráaaadio, ela deu o rádio
Ela deu o ráaaadio e nem me disse nada
Ela deu o rádio, foi pra fazer pirraça
Ela deu de graça o rádio que eu comprei


enviada por Estúpida



06/04/2004 17:45

Hilda Hilst
"Sinto-me livre para fracassar"

Ah, os poemas de amor. O poema que diz ter ela elaborado em vão todos os seus sonhos. A elaboração do nada, da dor. Os olhos infinitos que não pedem adjetivos. Os cabelos em desalinho. Os retratos nas paredes, todos os retratos, todas as paredes, olham para ela. Hilda Hilst sorri um sorriso branco. Um imensosorriso branco. Como se não fosse um sorriso. Como se fosse o espelho das coisas que construiu. Todas as palavras, os desejos de sua intimidade. Todos seus acenos possíveis. Todos os acenos que se perderam. A vida que se perdeu. A voz que pára. Os olhos que observam as sombras. E essa poesia inatingível. Esse corpo ausente. O gesto que sumiu. As palavras mortas no canto da boca. Este escritório de livros antigos e distantes. A literatura de um país sem poesia. É inútil continuar falando. Hilda Hilst sorri. Um gole de vinho do Porto. Guarda as frases, todas as frases. As mãos tremem rumos ausentes. Os vidros molhados das janelas correm fios brilhantes na réstia de sol. Os braços são longos. Mas não se abraçam mais. Ela rodopia em sua dança. Quer estar feliz, porque cumpriu o que tinha por missão. É a sensação que dói e abre a ferida de que tudo foi em vão. Toda obra universal de Hilda Hilst tem pedaços dela marcados em páginas de absoluta beleza, da poesia como um vaso de porcelana que se põe à janela à espera da tarde. Unioversal, Hilda Hilst não tem mundo para habitar, senão o desassossego, a inquietação, esse oceano noturno que sempre bate à janela, visita inesperada. Vivesse Hilda Hilst num país civilizado, a história seria diferente.

"Os poetas são seres irreais, absurdos. Filhos da Quimera, da Ilusão. Não há nada mais exdrúxulo sobre a Terra do que o Poeta."
enviada por Estúpida



06/04/2004 17:32
A nova geração, esta chamada de fim-de-mundo, decididamente, não é boêmia, como a minha.



Freqüenta os barzinhos da moda, gosta de tomar, ao longo do tempo, duas ou três cervejinhas, mas não se registra a visceralidade dos mais velhos. Isto se reflete no desaparecimento dos antigos bares que acolhiam os cachaçistas militantes, que fecharam suas portas. A congregação etílica também fazia parte do espírito da época, quando as pessoas gostavam de ficar discutindo arte e política por horas a fios. Romanticamente, elegia-se a bebida como o avatar do delírio. Tomar umas cervejas a las cinco de la tarde, contemplando o pôr do sol e a estátua do poeta Castro Alves, era um momento inspirado. O Colon, na rua Visconde de São Lourenço, era um ponto de encontro quase sagrado. Algumas pessoas fazia dali o seu escritório e recebia até mesmo correspondências. O pessoal que fazia cinema comia água com farinha. Depois vieram os superoitistas que se transformaram nos cineastas da contemporaneidade, mudando de bitolas e apostando no cinema como meio de expressão mais profissional. Também o centro da cidade vivia a sua efervescência. Vivia-se à noite neste centro. E me lembrei agora da carne de sol do Faleiro, na rua Carlos Gomes, e das kombis que vendiam feijoadas nas madrugadas da Praça Castro Alves. Fim de noite, fechado os bares, tomávamos a saideira no Mercado das 7 Portas, de preferência no Alagoano.
As pessoas também eram mais disponíveis, mais contemplativas. E havia muita facilidade no transitar na urbis soteropolitana. Atualmente não bebo como antes - embora nunca fui alcoólatra, cumprindo o dever de casa etílico aos finais de semana. Nem tenho mais saúde para tal, já passado dos cinqüenta e com alguns problemas. Não posso mais dar uma sentada e ficar por mais de 12 horas num mesmo bar ouvindo a mesma canção. E depois da saideira, tomar outra saideira em outro lugar, nunca satisfeito, mas com a cabeça no lugar, e sentindo os eflúvios do álcool à festejar no meu cérebro. Teimoso, porém, tento beber, mas, horas depois, já estou com visíveis sinais exteriores de embriagues. O que não acontecia. Ficar bêbado é muito ruim. Bom é ficar por horas e horas em banho-maria com a cerveja circulando na sua mente. Como num vôo de avião: decola-se e se passa, muito tempo, no piloto-automático.

Blog de André Setaro - sobre cinema, sua vida.
enviada por Estúpida



06/04/2004 15:39
Parágrafo - o manual de sobrevivência do novo escritor
Interessante (?)
Concurso de Narrativas Breves (!)

enviada por Estúpida



06/04/2004 15:15
O FUROR

Crueldade pura em Artaud consiste em nos libertar da espetacularização da crueldade, da violência, da agressividade. Tornar o homem capaz de viver todas as crueldades da vida - vida é crueldade -, para além dessas imagens. Por que existe tanta violência na TV? Seria isso o teatro da crueldade, de Artaud? Não, é o contrário. Por que tanta agressividade nos filmes americanos? Porque isso serve ao poder norte-americano. A população espera, diante dessa ideologia do medo, que o próprio poder tome essa gente toda, coloque debaixo da asa e a proteja. Essas imagens de violência são como barreiras que se colocam à frente de cada um para que você não possa realizar seu próprio desejo, concluir o gozo. Isso é a chamada violência da fantasia. Essa violência fecha o imaginário, é dominada por ideais, ideologias, políticas, religiões.
Artaud assume a crueldade e a torna criativa, porque toda forma de criação é um esforço, um desejo, uma separação, portanto uma crueldade. Daí a idéia de que não existe criação sem ruptura, sem destruição, sem violência. A positividade estética da violência não está na sua espetacularização nem na violência gratuita em certas tentativas de teatro que quando pensa em crueldade pensa em sangue, tripas, violência no sentido quase cristão da palavra... Mas no ato de criação. Que é por definição violento. Não existe criação fora da ruptura, do estupro da própria tela branca, virgem. A crueldade é violência. Mas não a violência da ideologia, qualquer que seja ela, nem a violência católica - matar para o bem. A violencia da crueldade é criação. E todo ato de criação é cruel. Porque criar é o novo, é o que não há ainda, o que você não conhece. A questão de Artaud é não esconder a verdade.

Trecho da entrevista com Camille Dumoullie, No Olhar.
enviada por Estúpida



06/04/2004 14:50
Crio meu próprio mito, minha narrativa íntima e me resguardo, protejo meu castelo com a murada da fantasia. É absurdo, mas é só meu. É no desvario que eu existo, que me coloco no mundo, e ninguém há de perceber, ninguém há de notar esse espetáculo, e então aplaco o sentimento de estar só.

Carlos Augusto
enviada por Estúpida



04/04/2004 02:19
É muito importante beber na Nathalia e pensar em dar-lhe um camisola sexy, o Davi concorda. A gente a vê falar sobre a faculdade e me servir um teacher com guaraná, sei que adoro isso. Ela não vai casar. E minha professora da quinta série fala que é melhor de quatro, vai embora mais cedo. O Jr. chora na porta enquanto eu recito alguma coisa decorada. Chego em casa e vou ler sobre sonhos passados, porque passam? Nossos mundos são tão diferentes, mas tão iguais ao mesmo tempo. Poderíamos até acabar nos tornando inimigos, mas, felizmente, escolhemos o outro caminho. Chorei lendo isso e não vou conseguir responder até quinta-feira, mas não se preocupe, eu bati uma foto sua sem que percebesse. A Nilton brincando e dizendo ser carente, a mulher do filme chora ao meu lado e muda a cena. Alguém sempre te espera de braços aberto, mas o Ravel não estava lá, agradeço pela anteção. De volta para casa encontrei o Bruno no Pici e fiz gestos obscenos. No fundo, eu sei do dinheiro do ENESC.

enviada por Estúpida



03/04/2004 19:56
- Que cheiro o céu tem?
- Feche os olhos e sinta.

Respira fundo...
- Cof cof cof.
enviada por Estúpida



03/04/2004 18:08
ESTA LUZ ESMAECIDA,
QUE AO FIM DA TARDE SE SENTE
É COMO A TARDE DA VIDA,
NO FIM DA VIDA DA GENTE...
Leila Míccolis


ESTA LUZ ESMAECIDA,
quando a noite vem chegando
é da tarde, a despedida...
e se despede chorando!

É grande essa nostalgia
QUE AO FIM DA TARDE SE SENTE
é sempre menos um dia,
nesse viver envolvente!

Nessa luz quase perdida
a simples comparação:
É COMO A TARDE DA VIDA,
que anoitece o coração!

E sem nenhum acalento
nós chegamos ao poente
que, às vezes, traz sofrimento
NO FIM DA VIDA DA GENTE!

Gislaine Canales
enviada por Estúpida



01/04/2004 12:47
Como buscar a verdade se vivemos num mundo de mentira(s)?

E dizer isso no dia 1° de abril pode parecer uma grande piada. Ele insistia em provar verdades universais, mas como, se vivemos encurralados pela iLusão de nossas próprias e pequenas certezas. Aceitamos a ditadura mansa das mentiras. Eu que já estava me acostumando, comecei a ditar em voz baixa, mais por mania, "eu o-de-io fi-lo-sofia", o professor lia em meus lábios desconfiado.

Acho que se fóssemos capazes de assumir o que fazemos questão de esconder dos outros, ao invés de maquiar, de propagandear, de disfarçar, talvez fossemos mais irmãos e humanos e menos perfeitos. Mas isso diz-se a outra história, ser-nos, fui-nos (rs). Fugir de certas situações e, ao mesmo tempo, necessitar delas para esconder ou justificar que me sinto um Grande Fracassso. Cheguei a um ponto que vejo o quanto de absurdos permiti, o quanto de extraordinário vivi, e o quanto de coisas simples não consigo conceber. Mas disfarço, pego um cigarro, rio de uma piada que não entendi e disfarço, visto-me como mulher ou criança perdida e disfarço, convivo com pessoas de que freqüentemente fujo, aceito segui-las, nego pensar sobre os outros, acho graça dos meus iguais e disfarça que também não sou um deles. Só quero ser uma jorvem normal e eu sou normal, só não vejo tudo que acontece ao meu redor como assim sendo. Afinal, hoje, é dia da mentira, conte-me a sua.

"Para mudar de vida é preciso mudar a vida"
enviada por Estúpida



31/03/2004 00:26
Por palavras é o tipo de arte mais funerável. De repente, o que era completamente fascinante e belo e novo, é passado passado passado. A Terra é redonda e não acredito em Deus. Para alguns seria assustador ouvir isso, hoje, é natural. Histórias do pensamento humano? Histórias e perdições de uma vida. Não te amo mais. A ilusão das promessas, especialidades. Viver é sempre dar a outra face a tapa. Eu estou revoltada, mas veja só, a gente mesmo se engana. Ter nova vida não é negar o passado. Mas saber que através dele tudo pode ser melhor, sempre melhor. Que bom seria se pudéssemos estar ao lado de quem queríamos e exorcisar outras pessoas e alguém faz o mesmo com você. Risos. Às vezes, não coincide. E às vezes, é quase tudo. Nesses momentos, ajo como criança pedindo colo, pqp. Preciso tocar fogo nessa casa. Por favor, P., não comente, não tenho mais o que falar. Alguém uma vez me disse para esquecer completamente, e eu me esqueci de fazer. Burra.

enviada por Estúpida



29/03/2004 17:26
"Viver não dói.
O que dói é a vida que não se vive.


Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por que? Porque automaticamente, esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como o Universo: "se iludindo menos e vivendo mais"!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é invevitável! O sofrimento é opcional!"


(Emílio Moura)
amigo do Drummond
enviada por Estúpida



29/03/2004 12:35


Falling in love dizia sempre com palavreados em inglês, e ela repetia Fa e ele, Fo. Brincando com jogos de amor como o fogo do isqueiro queimando um pedaço de papel, consumindo o cigarro. Piromaníacos! Tornando cinzas o perfil de pessoas inscritas nos papéis que encenam secretamente em seus ideais. Ele se sentia uma merda com isso. Ela nem sentia, assistia apenas a chama abaixar até esvair-se. Solidão, tristeza, desprezo. Ela insistia para si mesma “é pura ilusão”. Sonhavam e nem dormiam. Tinham um coração, mas talvez fossem dois, três, um para cada outro ser? Como esse seria capaz de amar tantas pessoas, uma de cada vez? Ficar tão doente e não parar de bater. Ouvir sua voz, sentir seu cheiro eram o compasso para a morte, ou vida, mas não o remédio. O beijo, a concepção do amor? Amor? Paixões são como passatempo, nunca se escolhe ao certo por quem, quando chegam ao fim, a única coisa que se pode sentir é ser mais livre consigo, com seus pensamentos. Curar-se o quanto antes. É um presente se libertar delas e um prazer em tê-las. Vivê-la ou matá-la. Sou fácil de me apaixonar, sou difícil de ceder. Tenho uma nova paixão a cada dia. A minha será por toda a vida. Ele é lindo. Ela é demais. De sofrimento a rancor. Curiosidade de descobrir no outro o que um toque faz. Mergulhar sem não sabe nadar. Crianças que precisam de atenção e carinho. Contudo, sua paixão maior é pelo que sente, por seus desejos. Porque a mulher seduz e sonha, o homem possui e age. Não concordo, disse.
Sentaram os dois a conversar como representando dum conselho internacional para o bem-comum-de-todos, pauta: Será que há paixões que não são planejadas? Será que um dia haveremos de nos proteger delas? O escudo da indiferença? O barreira da compreensão de si? Por que jogamos para os outros algo que gostaríamos de viver? E se o sentido de tudo estiver mesmo no outro, o que fazer? Terminaram sem respostas. Apaixonar-se é muito bom, afinal concluíram, para outros foi ou seria a pior coisa a acontecer.

enviada por Estúpida



28/03/2004 20:51
Comida dos deuses s.f.: o que o tempo consome.

Tres palmos de distância, e os pezinhos embaixo
da mesa balançando, 3 meses se passaram...

E um nao-sei-pq-deixei-tanto-tempo-passar
invade minha indiferença.
- tá! Ja passou.

Muita vida indo numa boa, na maior.
Uns planos para o próximo, próximo alguma coisa,
catados no terreno vizinho.
Eu taparia os ouvidos para não ver que meu tempo
está sendo gasto e não é comigo!
Mas tudo bem, serve um fone de ouvido para ir andando
e pegando sempre o mesmo onibus, enquanto esse ano não passa.

Como você vai?

20 de abril de 2003 - 10:37
enviada por Estúpida



27/03/2004 19:03
Engraçado a maneira de como brincávamos de jogo da vida, banco imobiliário. E no final do jogo víamos quem ganhava em cédulas falsas, rosas, brancas, verdes, salmão. Parecia que por um instante poderíamos nos sentir ricos, bilionário. Eu pensava: o que poderia fazer com tanto dinheiro se fosse de verdade. Hoje, no ônibus, dois menininhos contavam os trocados que ganharam durante o dia. Disputando, na minha mesma alegria de antigamente, um com o outro quem tinha mais. Fora por cinco centavos! Quem ganhou? Aquele com cabelinho de índio, R$1,70. Parece muito. Mas o que eles fariam se o dinheiro fosse de verdade?

enviada por Estúpida



27/03/2004 08:40
Ps: O blig é muito %@%$¨&%*$$$#@!¨*&, por favor, imagine o que eu quis dizer. Agora com o Seu Blig Turbo, eu, que não sou assinante e não tenho apenas R$9,90 para gastar num &%$#@))* dessa, não vou mais poder modificar o template, adicionar links e blogs (como eu pretendia ainda hoje). É como me estagnar no tempo. E se um dia der mais problema, ai que &$$#%¨* mais ainda essa porra!!! Agora, tudo está dando errado, que ótimo! Fotolog, inclusive. Sinceramente, eu adoro ser induzida a mudanças. Mudarei para o blogger? Desistirei de escrever na internet? Perderei todo meu histórico?

enviada por Estúpida



21/03/2004 21:43
Quero a verdade escondida em sete mares. Verdade que destrói para construir. Falta o ar. Mesmo assim mergulho sem medir. Estou seduzida e se algo em mim morrer, pode ter certeza, fui a verdade quem me ajudou a matar.
&
Quanto de verdade sou capazes de suportar?
Sem me perder?
enviada por Estúpida



17/03/2004 19:33
Perguntam como vou. Vôo bem. E já procuro um relógio para sair de rapina. Como estou. Tá certo, marcado para o feriado. Enquanto isso, o sertão está verdim e eu com esses lápis de cores fazendo prova no sábado. Como foi (?) e me confundo, achando que já estão todos sabendo. Queria prever quando acaba essa viagem e eu poderia te encontrar de novo cheirando a leite morno. Às vezes, o novo, de tão forte, apaga o passado, mas eu ainda espero o dia em que vou andar de bicicleta na minha rua de pedra, onde aprendi a cair, passar a mão no joelho e me levantar. Eu queria ainda cair e me machucar daquela maneira. E o instante tinha emoção, hoje, só tem silêncio, dúvida, sim ou não. É tão seguro viver.

enviada por Estúpida



17/03/2004 18:57
Ae, estou de velox. E passei o dia inteiro pesquisando sobre Reforma Universitária. É meio complicado selecionar extamente algo que os faça entender, meus amigos, mas não posso calar. Vou eu mesma escrever.

A Reforma Universitária é um tema antigo. Idealizada por professores, alunos, comunidades, num projeto, discutido por toda a sociedade, onde se almejar mais ofertas de vagas nas universidades, mais cursos, mais insentivo para pesquisas livres do mercado em ciências e em tecnologias, mantendo o ensino público, gratuito, de qualidade.
És que surge essa oportunidade e ela vem acompanhada de mais duas reformas, a sindical e a trabalhista. No entanto, por que se falou nisso? Porque assim o Banco Mundial quis. Foram essas as exigências dele para mais um empréstimo ao seu fidedigno credor. Sim e o Brasil, que cada vez mais arrocha as verbas para instituições públicas para o pagamento da dívida, aceita a proposta. E toda nossa comunidade comemoraria se...
Houvéssemos sido convidados para a grande festa. Essa Reforma Universitária não é a que queremos. Pretende-se fazer uma Parceria Público Privado (PPP): no caminho de ida, o governo compra as vagas ociosas e o Duda Mendonça exibe mais uma de suas obras-primas da publicidade na TV; enquanto na volta essa parceria não passa de uma privatização embutida. O item educação nas verbas públicas será completamente apagado, verbas serão desviadas, e nós, estudantes, seremos abandonados as leis do mercado e ele, nosso padrasto, não está nem ai para as pesquisas, a qualidade de ensino,... principalmente, quando seu mentor é o Banco Mundial.
Talvez outras leituras possam falar melhor que eu. Mas o que quero chamar atenção é que o tempo é o agora. A história não acaba, muito menos começa aqui. Espero que todos se lembrem ainda da historinha do Lobo Mau vestido de Vovozinha.

Mais sobre Reforma
[1]
[2]


Mais sobre lutas
[3]
[4]

enviada por Estúpida






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